
Era uma noite quente de verão, em uma festa eu estava com uma garota maravilhosa. Ela dançava linda para mim, me sorria e me beijava sem parar, Me fez lembrar de um poema de Catulo. Os versos do poeta romano que não saíam de minha cabeça enquanto ela me beijava eram estes:
(...)
Os sóis podem morrer e renascer,
Nós, uma vez que morre a breve luz,
Uma só noite eterna dormiremos.
Me dá mil beijos, em seguida, cem,
(...)
A efemeridade da vida diante da eternidade dos tempos, ou ainda, a efemeridade de um momento diante da duração de uma vida é algo que sempre me deixa absorto. Talvez eu e ela nos esqueçamos desse momento, talvez o manteremos em nossa memória até nosso fim, não sei. Mas mesmo quando a noite perpétua encobrir nossa existência e a breve luz daqueles beijos se apagarem na eternidade dos tempos eles terão existido, mesmo que tenham sido esquecidos...
Pense nisso quando tiver uns lábios doces e quentes colados aos teus assim como tive os dela aos meus.
Realmente, é interessante pensar que a vida é cheia de momentos, e mesmo que a gente queira que algum momento não tenha acontecido, não conseguimos desfazê-lo. Na vida há também momentos especiais como o que você passou com a sua garota, e esse tipo de momento nós desejamos não esquecer jamais. Eu não a conheço para saber se ela gostaria de ler esse seu texto, mas tenho certeza que ela saberia que você dedicou um momento do seu tempo pensando nela para escrevê-lo. Só o fato de você ter usado um momento da sua vida (momento esse que para sempre terá existido, e nunca será desfeito) já basta para ver que você gosta dela.
ResponderExcluirBoa sorte!
Samara.
Nooossaaa !!!... que texto perfeito... amei... simplesmente lindo!!!!
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